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Lampião O Rei do Cangaço

15 DE NOVEMBRO DE 2013 - FERNANDO CERNE

Como diz a letra da música, O Reio do Cangaço de Zé Tapera e Teodoro:

 “Lá em Pernambuco ele foi nascido

Nome de batismo era Virgulino

Porém sua sorte foi triste demais

Perdeu os seus pais quando era menino

Perdendo aqueles que queria bem

Jurou que também matava o assassino

Até que um dia completou a idade

Cheio e maldade seguiu seu destino...”

Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, conhecido como o rei do cangaço, nasceu em 7 de julho de 1897 numa pequena fazenda em Vila Bela, atual município de Serra Talhada em Pernambuco. Ele era o terceiro de oito irmãos.

Por conta de uma acusação de roubo de bodes se iniciou uma briga de vizinhos entre as duas famílias. Quatro anos depois, Virgulino e dois de seus irmãos passaram a matar o gado do vizinho e saqueá-lo. Daí em diante os irmãos Ferreira passaram a ser perseguidos pela polícia e fugiram da fazenda. Sua mãe morreu durante a fuga e seu pai foi morto num tiroteio com a polícia. Depois disso Lampião jurou vingança.

Para a origem do seu apelido existem duas versões, alguns dizem que ele recebeu o apelido de Lampião porque ao matar as pessoas, o cano do seu rifle ficava em brasa e lembrava a luz de um lampião outros contam que foi por conta dele iluminar um ambiente com tiros para que um companheiro achasse um cigarro perdido no escuro.

Ele formou seu bando com dois irmãos, alguns primos e amigos variando de 30 a 100 membros em sua equipe que atacava fazendas e pequenas cidades do Brasil. Eles atuavam quase sempre a pé ou montados em cavalos, isso durou 20 anos.

Lampião foi comparado a Robin Hood pois, roubava comerciantes e fazendeiros e distribuía parte do dinheiro com os mais pobres. No entanto, seus atos com requinte de crueldade lhe renderam o temido título de “Rei do Cangaço”. Não tinha dó, seu bando sequestrava crianças, matava gado, torturava, estuprava e marcava o rosto das mulheres com ferro quente.

Em 1929 conheceu sua mulher, Maria Déa, a famosa Maria Bonita, uma jovem linda de 19 anos casada com um sapateiro que se apaixonou pelo cangaceiro e decidiu acompanha-lo. O governo baiano ofereceu 50 contos de réis pela captura de Lampião em 1930. O que na época era dinheiro suficientes para comprar 6 carros de luxo.

Lampião é morto em uma emboscada policial em 28 de julho de 1938 na Fazenda Angico, em Sergipe. O Combate durou apenas 10 minutos. Morreram também 9 cangaceiros de seu bando e Maria Bonita foi degolada viva. No entanto alguns conseguiram escapar.

O cangaço só terminou em 1940, com a morte de Corisco, o “Diabo Loro”, último sobrevivente do bando comandado por lampião.

Essa foi a história de Lampião, o eterno Rei do Cangaço!

 

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