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Cordel de Izaías Gomes

28 DE NOVEMBRO DE 2013 - MARCELA GARRIDO

A literatura de popular existe desde sempre, mas de popularizou a partir de invenção da imprensa no final do século XV. Em Portugal todo escrito em livretos recebeu o nome de folhas soltas ou volantes e mais tarde, o apelido de literatura de cordel, visto que os revendedores os expunham pendurados em barbantes. Vale salientar que cordel era tudo que se podia publicar em folhetos, desde resumo de grandes romances, como poesias, orações, textos bíblicos etc.

 

Paralelamente ao cordel português existia a poesia oral oriundo desde os tempos dos trovadores. No Brasil também havia poetas populares, improvisadores, aboiadores, cantadores, porém devido à imprensa só ter chegado aqui depois da vinda da Família Real portuguesa, não se tem registro de publicações de folhetos brasileiros antes do final do século XIX.

 

Os primeiros escritores de cordel no Brasil surgiram em Recife, de autoria do paraibano Leandro Gomes de Barros. Da capital pernambucana o cordel brasileiro espalhou-se por todo território. Uma singularidade do nosso cordel é que ele, por via de regra, tem que ser metrificado e bem rimado, diferente do de Portugal que tinha em prosa também. Aqui nossos livretos foram chamados de literatura popular, poesia popular ou simplesmente versos ou romances. O apelido cordel só começou ser usado no Brasil a partir da década de 1960, antes deste período não era comum ver nossa poesia pendurada em barbantes em solo brasileiro, pois tal nomenclatura era desconhecida até pelos próprios poetas. As principais modalidades de cordel existentes são: sextilha, setilha e décima.

 

Essa é a definição de cordel pelo autor Izaías Gomes. Você encontra o cordel de Izaías Gomes aqui no Epicurista, é gratuito e muito divertido. Venha ler o seu.

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